segunda-feira, 14 de julho de 2008

PROJECTO FILOSÓFICO.

Admitindo a máxima gestaltista, segundo a qual o o Todo é qualitativamente diferente da soma dos seus elementos, somos conduzidos a uma visão holística, incompatível com qualquer concepção reducionista ou atomista.
Aplicada à realidade, esta concepção holística levar-nos-á a entende-la como uma totalidade organizada, e não uma soma de elementos isolados. Esta perspectiva holística é sistémica e assume-se contra os dualismos metafísicos.
Se aplicarmos uma metodologia dialéctica, mais especificamente na sua vertente hegeliana traduzida no movimento tese-antítese-síntese, e a esta juntarmos a visão holística, chegamos a uma nova concepção: holismo dialéctico.
Deste ponto de vista, a realidade será entendida como um processo que conduz a um Todo organizado, e não uma soma de indivíduos, seja esta soma uma família, comunidade ou mesmo um país.
Assim, as relações dialécticas, quase sempre baseadas na antítese eu/outro, deverão conduzir-nos a sínteses cada vez mais alargadas, até atingir o Todo organizado, que é a própia realidade sistémica e multifacetada.
Este sistema, por sua vez, reenvia às antíteses iniciais, num constante processo de supressão-superação (Aufhebung) que, de acordo com a perspectiva construtivista, vai criando condições para uma equilibração majorante.
Esta equilibração construtivista, fruto do processo de assimilação e acomodação, pretende-se simultaneamente holística, porque visa o Todo, e dialéctica, porque dinâmica e multifacetada, uma verdadeira dialéctica ternária, não redutível a dualismos metafísicos.
Esta dialéctica ternária culminará numa síntese, a qual traduz todo o movimento dialéctico do sistema numa reciprocidade que se pretende intersubjectiva. A intersubjectividade e a reciprocidade são elementos fundamentais neste contexto.
Se recuarmos à matriz grega, poderemos encontrar as raízes desta nova concepção holística e dialéctica, pois como refere Heraclito de Éfeso: "A sabedoria consiste numa só coisa, em conhecer, com juízo verdadeiro, como todas as coisas são governadas através de tudo".

1 comentário:

Bárbara disse...

opah! mas achas que isso interessa a alguém!? ah pois! tens q te auto-justificar pelo facto de teres escolhido um nome estranho ao teu blog e por dedicares um texto meio esquisito, é o termo, à filosofia pela qual te reges. nao sei porquê..mas isto é tão interessante q ninguém comentou e agora estás pra aqui a chantagear a tua própria filha só para CRITICAR os teus textos.. saiu daqui um belo pai, nao há dúvida..! EHEEH >( (revenge :P)